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Rio nega priorização de vacinas a rodoviários

Secretaria de Saúde nega pedido do Rio Ônibus para imunização de motoristas. Até o momento, 59 trabalhadores já perderam a vida para o vírus na cidade

Um dia depois de Maricá iniciar vacinação a profissionais rodoviários, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio decidiu negar solicitação do Rio Ônibus para retomada da imunização dos 19 mil profissionais do setor. A decisão é oposta ao que têm feito as principais cidades do país e do mundo, por considerarem como atividade essencial o transporte coletivo.

Desde o início da pandemia, 59 profissionais rodoviários perderam a vida na capital, e mais de 3.500 foram contaminados com o vírus. O Rio Ônibus ressalta que a classe atua na linha de frente, mantendo ativo o serviço de mobilidade para a sociedade, sem nenhum dia de interrupção.

O ofício rejeitado pelo Município foi enviado aos secretários de Saúde e de Transportes, bem como aos membros da Comissão Permanente de Transportes da Câmara dos Vereadores. No mês de maio, uma audiência pública no plenário do Palácio Pedro Ernesto discutiu o assunto com representantes do setor, quando foi prometida ajuda por parte dos legisladores.

– Há meses defendemos a priorização da vacinação de motoristas e fiscais de ônibus. Esta resposta é mais um exemplo de descaso para com o setor rodoviário. É o ônibus que transporta a população, inclusive os profissionais de saúde. As autoridades municipais falam tanto em retomada da economia, mas esquecem que sem capacidade de deslocamento, nada sai do lugar. Vamos insistir com a defesa de que os rodoviários devem ser priorizados na corrida pela vacina – reforça Paulo Valente, porta-voz do Rio Ônibus.

Mesmo com determinação de utilização de máscaras e higienização regular das mãos e utensílios, os profissionais lidam em média com 200 pessoas diariamente, durante o exercício da função. A decisão da Secretaria de Saúde impede a potencialização de segurança aos deslocamentos diários da população.

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