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Rio Ônibus apresenta impactos da paralisação municipal

Nova queda de passageiros reflete em aumento de prejuízos para o setor

 

Os próximos dias de paralisação parcial das atividades econômicas no Rio de Janeiro são importantes e necessários para o controle da pandemia, ao mesmo tempo que expõem a fragilidade financeira da mobilidade por ônibus. A queda de receita estimada pelo Rio Ônibus é de R$19 milhões neste período. A previsão do Sindicato é que circulem menos 50% do volume atual de passageiros nas linhas, ou seja, 75% a menos do que um ano atrás.

– O Rio Ônibus apoia todas as medidas de proteção à vida e à saúde. Ressaltamos que os ônibus são um serviço essencial, que passa por momento de total sufocamento financeiro, sem efetiva participação do Poder Público nos custeios operacionais, cada vez mais inviáveis às empresas por conta, principalmente, da brutal queda no número de passageiros – explica Paulo Valente, porta-voz do Rio Ônibus.

O sistema estará em operação de acordo com às determinações da Prefeitura do Rio, assim como desde o início das recomendações de isolamento em março de 2020. Mesmo diante do desequilíbrio econômico e queda total de 50% no número de usuários, os ônibus do Rio de Janeiro não deixaram de transportar a população. Ao longo de mais de um ano de pandemia, foram menos 500 milhões de viagens realizadas e déficit de R$1,2 bilhão na arrecadação.

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